28/11/2013

24/09/2011

Seminario de Biblioteconomia

Pegue seu livro e aumente o som. Mais uma no mundo dos ebooks

Pegue seu livro e aumente o som. Mais uma no mundo dos ebooks:

Ler, ler, o que é ler? Som = escutar? E se meu livro falar? Falar não, mas tocar sim. O que é um livro eletrônico, ou e-book? Uma versão do livro que utiliza tecnologia digital? Tenho dúvidas sobre isto, pois é muito mais. Nas medidas de eliminação dos livros escolares em alguns países fala-se da possibilidade de atualizar o conteúdo, sem uma nova edição! Isto é livro? Um novo conteúdo vem, outro se vai… diagramação que se adapta, entre outros aspetos diferentes… Sim, alguns bons, mas isto é um livro? Mas e a música com isto?


A startup Booktrack lançou um aplicativo que permite inserir trilhas e efeitos sonoros em títulos de livros digitais.


O livro está mudando, possibilitando a inclusão de novas sensações, interações, mas será uma mudança do livro ou um novo suporte. A grande questão em relação a novidade da startup é saber quem vai querer ler e perder a concentração com um efeito sonoro? Está bom, um efeito sonoro em um momento pode até ser interessante, mas imagine uma trilha sonora completa?


O serviço foi lançado esta semana e ainda tem poucos títulos com efeitos sonoros, mas a empresa já trabalha com outros como Sony/ATV Music Publishing e Park Road Post, para mudar este cenário e sair colocando música em todos os livros que ver pela frente.


Já disponível para App Store para iPad, iPhone e iPod Touch, terá uma versão Android em breve, mas é necessário baixar um livro que já tenha a tecnologia aplicada. Até Sherlock Homes entrou na dança – pode-se dizer que dançou literalmente – com um ebook gratuito.


Mas não seremos implicantes, não é de hoje que se tenta colocar efeitos sonoros nos livros, porém, praticamente todos que emitiam musiquinhas no mundo impresso eram infantis, agora é para todo mundo. Como bibliotecário não sei ao certo o que dizer da iniciativa, pois, se por um lado eu odiaria ter minha tenção de leitura dividida com um efeito sonoro, por outro, como bibliotecário, teria que embarcar todo tipo de informação que existe… e textos com áudio é um tipo de informação (só não sei se é um livro…).


Agora se isto é bom ou ruim só o tempo dirá. Eu não gostaria, pelo menos até testar, mas vai que outros achem interessante. É, a informação com características para todos. Vamos ver se vinga e no que dá isto… Agora, ao catalogarem lembrem de descrever a trilha sonora.


Vejam um vídeo da iniciativa… Quando possível irei querer testar…













(título desconhecido)

(título desconhecido):

Nem sempre é fácil a nobre decisão de propagar a leitura para os filhos.

Acervo que represente a sociedade. Usar redes sociais como fontes para seleção, é viável?

Acervo que represente a sociedade. Usar redes sociais como fontes para seleção, é viável?:

“É consensual que a destruição da antiga Biblioteca de Alexandria, no Egito, foi uma das perdas mais devastadoras do conhecimento em toda a civilização. Hoje, no entanto, a informação digital, que impulsiona nosso mundo e os poderes da nossa economia, é em muitos aspectos, mais suscetível à perda do que o papiro e pergaminho, em Alexandria”. (Barksdale e Berman, 2007)


Sim, assim como este blog vem alertando desde sua criação, estamos perdendo o controle – se é que um dia foi possível controlar – da preservação daquilo que é publicado por nossa sociedade. Isto ocorre em uma gravidade maior por estarmos em uma era onde todos podem publicar para todos, onde o canal de comunicação não é mais um emissor para diversos receptores e sim diversos emissores, que também são receptores para diversos receptores, que também são emissores, vivemos no contexto todos-todos.


“Apesar dessas importantes mudanças de percepção e modos de ser promovida pelos meios de comunicação de massa, a cultura digital possibilita um espaço de comunicação mais flexível que o produzido nas mídias como a impressa, o rádio e a televisão” (COUTO et al, 2008). Segundo o autor, sai o contexto de um o sistema hierárquico de produção e distribuição da informação, de um modelo rígido para um contexto todos-todos no ciberespaço. Ainda segundo o autor, “Nesse sentido, este ambiente comunicacional emerge com a potência que comporta o discurso democrático em sua gênese”.


São informações disponíveis em websites, em e-books independentes, vídeos, fotos e até em revistas digitais produzidas por grupos de pessoas, como no caso da Revista Manchete não autorizada que o Bibliotecno publicou aqui, e que não está mais no disponível. São informações únicas e que reflete de modo mais profundo o que é a sociedade, pois ao invés de versões da sociedade temos o material bruto do que é esta.


Como a Biblioteca seleciona seu conteúdo? Continuamos seguindo com aquela ideia de selecionar o que os principais autores, os “intelectuais” especializados em um tema produzem?


Não falo em eliminar o documento elaborado por especialistas, pesquisadores. Fazer isto seria loucura! Mas focar que a biblioteca deve focar-se também na preservação do que a sociedade como um todo produz. Função de uma Biblioteca Nacional? Também! Mas com um volume cada vez maior de produção de informação será inviável o sonho de uma biblioteca que faça a guarda da memória nacional e ai entram as demais bibliotecas, buscando a preservação da memória de um bairro, cidade, estado, universidade, classe social, buscando preservar informações que possam no futuro servir de conhecimento para pesquisas, para a ciência. Tornar a biblioteca mais social também é tornar o acervo desta algo que represente mais a sociedade.


Mas, como selecionar, ou pior, como descobrir o que é interessante de ser preservado, além daquele tipo de material que a biblioteca já está acostumada a manter em seus acervos?


Não tenho a resposta, mas de certa forma deve vir daquilo que a sociedade considere relevante, ou aquilo que tenha tido algum significado em algum momento. É ai que as redes sociais, hipoteticamente, podem ser utilizadas!


Quanta informação é compartilhada em uma rede social? Quantos tipos de redes sociais existem? Focadas em notícias, em livros, em profissões, músicas, são não apenas ferramentas de comunicação, mas repositórios de dados compartilhados pela sociedade, por um grupo de pessoa. Poderiam ser as redes sociais fontes de informação para a seleção documental? De websites, revistas digitais elaboradas por pequeno grupo de pessoas, ou mesmo as grandes revistas não acadêmicas, jornais, livros, arquivos de áudio, fotos?


Textos e principalmente hiperlinks compartilhados, livros debatidos, arquivos de música, entre outros, alguns se tornando virais – compartilhados em massa – outros com vasto volume de acessos e outros nem tanto. São indicadores do que a sociedade reconhece como importante para si, retratos desta e que poderiam servir para selecionar este tipo de material que viria a somar aqueles que já são atualmente adquiridos. E não apenas em relação a documentos digitais, pois uma rede social de livros pode indicar algo que nunca seria observado antes.


Mas basta acompanhar uma rede e coletar aquilo que é mais pesquisado? Não! Tem que fazer sentido para a realidade da comunidade e aos objetivos da biblioteca. É algo a ser pensado e discutido diante a este volume cada vez maior de informação produzida pela sociedade.










Gibis da DC Comics nas bancas e nos tablets ao mesmo tempo

Gibis da DC Comics nas bancas e nos tablets ao mesmo tempo:

Imagem: GIZMODO


O Bibliotecno já noticiou algumas poucas vezes assuntos relacionados ao mundos das histórias em quadrinhos e sua relação com o suporte em papel e digital. Foi assim ao falarmos dos quadrinhos nos celulares, de um E-reader específico para os quadrinhos, mas nada significativo como a atitude da DC Comics. Tecnologia é necessária, mas ações de mercado são mais importantes, de modo a popularizarem uma tecnologia e neste sentido que se pode observar como um grande passo a frente a atitude da DC Comics anunciar nos EUA que lançará ao mesmo tempo seus gibis nas bancas e nos tablets.


O mais a ser destacado aqui talvez seja pela importância da editora, nada mesmo a que publica Super-Homem e Batman. A situação dos quadrinhos impressos nos Estados Unidos não tem sido das melhores, pois em um país onde o este gênero tem tradição, chegando a ter diversas lojas especializadas, os lucros diminuem. Em maio deste ano, as vendas cairam 15% em relação a 2010.


Mas esta mudança vem sendo bem aceita por todos? Provavelmente não, havendo receios como o de Douglas Wolk, autor de livros sobre HQs, que afirmou a revista Wired que os tablets podem ser uma revolução ou podem destruir o meio. Algo arriscado, pois não há como não deixar de reconhecer as diversas vantagens que os tablets podem trazer as histórias em quadrinhos, os recursos técnicos são bem maiores e interessantes, mas a necessidade de ter um tablet e, principalmente, o fim das lojas de quadrinhos podem enfraquecer o gênero. Uma posição sensata, mas é bom lembrar que há um outro aspecto: o papel é o que dá mais dinheiro as editoras, e repensar tudo para o digital é visto as vezes com os olhos do medo do fracasso.


No digital, e se considerarmos os EUA estamos falando do IPAD, o mercado pode ser complicado para editores, visto a desistência do “Financial Times” de manter um aplicativo para o tablet da Apple. Motivo: 30% das vendas ficam com a Apple. Agora, com a atitude da DC Comics é esperar a reação do mercado e as conseqüências que isto nos trará.













23/09/2011

(título desconhecido)

(título desconhecido):

Essa tirinha, que foi publicada no jornal O Globo, tem um erro crasso de tradução. Library não é livraria e Bookstore não é biblioteca!
Apesar disso, fica essa pequena homenagem aos amigos bibliotecários da terra da garoa.